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Esplendor e Fantasia da Corte Portuguesa

 

Na transição para o século XVIII, o desenvolvimento da exploração de vastas jazidas de ouro brasileiro vem mergulhar Portugal num ambiente de enorme euforia e confiança generalizada nessa fonte inesgotável de recursos.

Joalharia da Corte Portuguesa

Em 1699, Lisboa festejava a chegada de 54 quilogramas do precioso metal, proveniente da descoberta, seis anos antes, das jazidas auríferas de Rio das Velhas, após cerca de dois séculos de persistentes esforços desenvolvidos pelos bandeirantes na exploração do interior da colónia brasileira. Nos anos seguintes e até 1720, a mineração do ouro atinge valores sempre crescentes, com         25000 quilos anuais, situando-se o auge da produção entre os anos 1735-36.

Depois, lentamente, inicia-se a decadência, que se acentua em 1770-80, e as jazidas vão-se esgotando a ponto de, em finais do século, ser já quase nulo o seu significado nos registos aduaneiros do Brasil. 

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Todavia, de 1729 em diante, vem juntar-se ao ouro a extração de diamantes, provenientes das grandes minas descobertas em 1727-28 em Minas Gerais. Mato Grosso e Bahia. O novo achado transportaria para Lisboa, nos 78 anos seguintes, qualquer coisa como 3.054.770 quilates da cobiçada gema.

Com efeito, dia após dia e ao longo de quase século e meio, até cerca de 1870, o Brasil afirma-se como o principal produtor de diamantes mundial, à medida que se vão esgotando as jazidas orientais, até então principal fonte destas pedras preciosas. Porém, outras se ocultavam no imenso domínio da Coroa Portuguesa, que a mineração vai sucessivamente revelando: esmeraldas, turmalinas, rubis, águas-marinhas, topázios, crisólitas e ametistas de muitas e invulgares dimensões. 

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A afluência contínua das remessas impressiona até os viajantes estrangeiros que comentam, com espanto, «as novas minas que os portugueses descobrem quotidianamente».

O ouro e as gemas do Brasil irão, assim, corresponder em Portugal a uma época de exuberância e de fausto, assinalada pelo brilho magnificente de espectaculares combinações de metais e pedraria, primorosas de execução. Como não podia deixar de ser, a joalharia torna-se uma das artes mais criativas. A sua vocação sumptuária faz dela o espelho fiel das novas condições económicas de que Portugal beneficia e do gosto generalizado pela ostentação comum a todas as classes, observado por viajantes estrangeiros como uma autêntica marca colectiva. 

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Constante gosto pelo sobrecarregado dos adornos e a superabundante qualidade de jóias usadas nos dias de gala pelas damas da nobreza. No entanto, talvez por a descoberta do ouro ter precedido a dos diamantes, a joalharia portuguesa, acompanhando embora a evolução geral da moda, irá sempre registar a presença de duas orientações ou tendências simultâneas: ora um gosto ancestral pela utilização abundante do ouro com moderado recurso à pedraria, ora a aplicação massiva de pedraria,empregando apenas o metal estritamente necessário ao suporte das gemas

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Estão no primeiro caso os famosos pendentes laças e sequilés, delicadamente executados em ouro recortado e cinzelado, realçado por diamantes, a condizer com brincos, colres ou anéis. Exemplifica a segunda tendencia um outro tipo característico de jóias portuguesas, cravejadas de gemas, normalmente montadas em prata ou prata dourada, seguindo a moda europeia da época. Os pendentes em ouro cinzelado, realçado com diamantes que deram origem À já referida designação de laça, são considerados tipicamente portugueses, embora o uso do laço seja um elemento de adorno corrente na joalharia europeia seiscentista. 

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Nos exemplares mais antigos a composição do laço apresenta ainda um traçado um pouco rígido mas gradualmente, ao longo do século XVIII, o desenho das laçadas adquire movimento e pontas esvoaçantes, envolvendo-se em enrolamentos e folhagens a ponto de, por vezes, mal se distinguir a forma do laço na exuberante movimentação rocaille que preenche a composição. Nas últimas décadas do século o classicismo impõe-lhes um contorno perlado e uma configuração mais alongada que empresta à laça a aparência de um coração invertido.

Outra versão de pendente em ouro e diamantes caracteristicamente nacional, surgido ainda na segunda metade do século XVII, apresenta igualmente uma grande riqueza ornamental e a mesma requintada qualidade técnica de trabalho, mas difere na forma, losangular e com três a sete pingentes extremamente móveis, em forma de pingo.

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Este tipo de jóia foi mais frequente no sul do país, onde os exemplares iniciais apresentam geralmente um motivo semelhante a uma flor-de-lis alongada, definindo o eixo vertical realçado pelo pingente inferior. São os chamados sequilés que, tal como as laças, se fizeram também como brincos a condizer. Apresentam o mesmo tipo de enrolamentos vegetalistas-entre os quais sobressai, por vezes, a forma de uma borboleta com diamantes montados em cravações tronco-cónicas e reverso gravado com motivos florais.

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Apesar do inegável parentesco que estes pendentes apresentam com exemplares fabricados em filigrana, o apreço em que eram tidos e o requinte da sua execução afasta-os do nível popular, tal como o demonstra a pragmática de D. Pedro II de 1689, que restringiu o seu uso às pessoas de qualidade.

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No entanto, como se pode verificar nos exemplares apresentados, as formas eruditas deste tipo de jóias deram origem a graciosas variantes de feição popular, passando a fazer parte integrante do reportório da joalharia tradicional, sobretudo no norte de Portugal. O seu uso e fabrico acompanhou a evolução dos estilos ao longo do século XVIII, sendo retomado na segunda metade de Oitocentos, e prolongando-se até aos nossos dias.

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A reflexão feérica das pedras facetadas surge, agora, revelada por uma forma nova e surpreendente de lapidação o talhe em brilhante, que tende a suplantar o anterior talhe em rosa. A lapidação em brilhante com 58 facetas, iniciada pelo italiano Vincenzo Peruzi cerca de 1700, proporcionava o requinte ideal para complementar a moda altamente estilista e sofisticada de Setecentos. Criando ou inspirando-se nos desenhos vindos de fora, os ourives, joalheiros e lapidadores portugueses atingem tal perfeição formal e técnica que se torna por vezes difícil distinguir a jóia importada da jóia executada em Portugal.

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Indo ao encontro das exigências de luxo da época, executam soberbas composições de epectacular efeito decorativo, revelando toda a beleza da cor e do fogo das pedras através dos novos processos de lapidação.

A paixão das parures, adereços ou conjuntos, exigia um tipo de jóias desmontáveis que permitiam toda a espécie de jogos- misturar e combinar, demonstarndo a adaptabilidade e versatibilidade da jóia setencentista, por isso as jóias deste período eram normalmente constituídas por elementos frequentemente separáveis, de modo a poderem ser removidos conforme o gosto pessoal ou os caprichos da indumentária.

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A mulher torna-se o principal cliente da joalharia, que atinge um nível de qualidade artística raramente igualado desde então.

Paralelamente ao gosto pelo ouro caracteristicamente nacional afirma-se, a partir de D. João V e ao longo do século, a influência francesa, divulgada através de desenhos de mestres como Pouget, Duflos e Bourget, que circularam por toda a Europa, e de ourives itinerantes que difundiram os processos de fabrico parisienses no estrangeiro.

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Uma vez mais, os documentos da época ilustram de forma eloquente a magnificiência de Portugal setecentista. Assim, o inventário que deixou a rainha D. Maria Ana d'Áustria, mulher do rei D. joão V, enumera sucessivas listas de soberbas jóias em diamantes, jóias em esmeraldas, jóias em rubis, jóias em safiras e em pérolas de variada tipologia. Os diamantes aparecem, na sua maioria, ainda talhados em rosa, alguns em brilhante, também em brioleta, destacando-se do comjunto um colar de sete voltas com um total de 383 diamantes, outro colar com 27 grandes diamantes, 16 peças para ornamentarem o peito, 10 laços para mangas, 10 laços iguais de cauda, e ainda braceletes, brincos, ramos e raminhos, alfinetes, anéis, grinaldas, adornos de cabelo e fechos. 

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Na memória das jóias de D. Mariana Victoria (1718-1781), mulher de D. José I, são referidas para além das grandes jóias de peito em brilhantes, «sete borboletas para o cabelo de composição variada em diamantes com rubis e esmeraldas, safiras e topázios ou ametistas, tremulos e uma pulseira com crisolitas e diamantes».

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No dia da sua aclamação, em 1777, a rainha D. Maria I apresentou-se com «o peitilho e corpo interior guarnecido com flores de brilhantes de excessivo preço e admirável artifício, vendo-se pendente da fita cor de fogo a cruz da ordem de Christo, composta de diamantes brilhantes de extraordinária e pasmosa grandeza; igualmente se admirava no mais adorno, ricos adereços e jóias, d'onde pendião diversos e preciosos fios de brilhantes de inexplicavel valor; o toucado fingia huma coroa imperial tecida de inumeraveis diamantes, que figurava ser uma só pedra sem semelhante na preciosidade e bom gosto, seguravam o manto real duas presilhas de brilhantes». 

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O rei D.Pedro III, seu tio e marido, ostentava «botões de brilhantes e espadim e fivelas de ouro com guarnição de brilhantes, na presilha que segurava a opa resplandeciam tres brilhantes de pasmosa grandesa, habito de Christo de diamantes de hum valor exorbitante». Através da correspondência entre o guarda-jóias da rainha e o seu embaixador em Paris, entre os anos 1777 e 1792, sabemos que a Corte se inclinava para os modelos franceses, pois são pedidos «debuxos de adressos dos mais bonitos e modernos que agora ahi se fazem, para orelhas e pescosso, e tambem para o peito e cabeça, advertindo que hao-de-ser de diamantes brilhantes».

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Como daqui se depreende, embora o diamante fosse a pedra de eleição, também as gemas de cor-safiras, esmeraldas e rubis eram apreciadas, assim como pedras semi-preciosas, de menor valor intrínseco mas de grande efeito decorativo. Estas pedrarias que abundavam no Brasil conheceram larga voga, nomeadamente os topázios imperiais, os crisoberilos crisólitos e os cristais de rocha ou quartzos incolores conhecidos por minas novas, substitutos do diamante e, como ele, lapidadas para lhes acentuar o brilho e os reflexos.

A jóia setecentista era desenhada de forma que a luz retirasse o máximo efeito da refração, cor e fogo das gemas que, por essa razão, se tornavam especialmente resplandecentes quando vistas à luz cintilante das velas.

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Para acentuar ainda mais esse efeito eram frequentemente montadas em hastes móveis e flexíveis, com enrolamentos em espiral, para trémulos, pois estremeciam prolongadamente ao menor movimento: pássaros, insectos e borboletas e, sobretudo, ramos de folhagem e flores como amores-perfeitos, túlipas, malmequeres e dálias entravam nestas fantasiosas composições, cravejadas de pedras preciosas ou semi-preciosas, predominando os topázios, ametistas e crisoberilos forrados, de modo a obter uma maior variedade de cor e de brilho das gemas.

Este processo foi especialmente utilizado para adornos de cabelo que conheceram uma imensa popularidade ao longo de todo o século XVIII, imaginados como tal fantasia na cor e nos desenhos que, quando associados, fazem lembrar pequenos jardins de primavera.

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Esse gosto pela ostentação e espectáculo é igualmente bem visível nos rituais das Ordens Militares de Cristo, Santiago, Aviz e Malta, importantíssimas instituiçoes da sociedade portuguesa: as respectivas insígnias, executadas como jóias de alto nível, passam a integrar o reportório de ornamentos desta sociedade eminentemente hierarquizada e mundana. 

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A imensa proliferação e contínua exibição destas insígnias ou hábitos, tal como são referidos abundantemente na documentação da época, levou os joalheiros setecentistas a transformar estes distintivos em obras magníficas, cobertas de pedrarias, que reflectem as modificações da moda no desenho da jóia. A quantidade de exemplares ilustra o gosto em que eram tidas e a qualidade requintada da sua execução.

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A segunda metade do século XVIII vai trazer, com grande intensidade, a fantasia das pedras do Brasil, naquilo que bem se poderia chamar a festa da cor. É grande a exuberância transmitida por estas jóias que contagiam pela alegria das formas e pela conjugação das cores:granadas com águas-marinhas, topázios imperiais com cristais de rocha, ametistas com crisoberilos, e tantas outras combinações.

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Embora se continuassem a produzir jóias em diamantes, rubis e esmeraldas para a Casa Real e grande nobreza, era difícil resistir ao apelo das novas pedras, de grande efeito ornamental e a um preço bem mais reduzido. Já não era necessário recorrer aos diamantes e outras gemas preciosas coloridas: agora, os cristais de quartzo, crisoberilos, ametistas, águas-marinhas e topázios imperiais, incolores ou rosados, substituem-nos com efeito similar, invadindo colares, anéis e pendentes, alfinetes de peito e adornos de cabelo.

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Encontram-se representadas na coleção do Museu de Arte Antiga muitas destas tipologias, abundantemente referidas em vários documentos da época essenciais para a sua datação: «borboleta de diamantes com asas verdes» (1729); « braceletes de aljofares, fivelas de sapato, «flores de amores perfeitos e pedras finas» (1759); «anel com pequena coroa e dois corações, um de rubi outro de diamante», «laçinho de prata para pescoço que tamem pode servir para a cabeça, laços para mangas»; «raminho com gotas de esmeraldas de rubis e de diamantes, relicário de ouro e cristal».

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Noutro inventário de 1759, o Duque de Aveiro, aparecem referidos vários « habitos ( insígnias) da Ordem de S. Tiago em robis e brilhantes, e em granada», «fivelas de ouro para sapatos e ligas de ouro, gargantilhas com diamantes brilhantes em tamanho decrescente, hua peça para cabeça em triângulo com tres topazios do Brasil, botoes de ouro de circulos de rubis, aneis em ouro e prata de circulo», «brincos de botao e pingente»; peça para a cabeça que também pode servir para o pescoço, formada de um laçinho de duas laçadas cravadas a duas ordens e lugar para tres pingentes em diamantes e topazios do Brazil»; «um peitilho formado de fitas, circulos e engastes com topazios do Brazil».

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A coleção é especialmente rica em belas composições onde predominam as pedras das novas minas brasileiras. É o caso dos adereços em crisólitas ou do conjunto de jóias, tão características da joalharia portuguesa, executadas em topázios imperiais de feérico efeito ornamental, que exemplifiquem eloquentemente a capacidade e imaginação dos nossos joalheiros, na criação de inúmeros modelos com ligeiras variações cromáticas e de desenho, demonstrando um perfeito domínio da arte de transformar os metais e valorizar as pedras.

Com efeito, é da notável conjugação oficinal entre o trabalho do ourives, do lapidário e do cravador que nasce todo um leque tão diversificado de jóias.

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À maioria destes adereços foi dado um tratamento vegetalista envolvendo uma moldura formal de laços, que constitui a base das jóias montadas até ao século XIX, sendo a tendência nestes modelos sempre em direção a um maior alongamento e leveza. 

Os elementos assimétricos do rocócó, perceptiveis entre as décadas de 30 a 60, vão-se atenuando, verificando-se o retorno à simetria de acordo com os modelos neoclássicos. O laço, sempre popular em Portugal, afina-se e alonga-se para o fim do século.

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São então usadas miniaturas pintadas sobre marfim, cobre ou esmalte, montadas em molduras de prata, ouro e pedrarias, frequentemente filetadas, representando soberanos, heróis ou entes queridos, inspiradas em temas campestres ou reproduzindo cenas à l'antique, aplicadas em medalhões com laços de suspensão, fechos de pulseiras, colares ou anéis. Típico também da transição para o século XIX é o gosto pelos camafeus, considerados como a representação por excelência dos tempos clássicos.

No século XVIII a criação de jóias falsas emergiu como uma arte paralela extremamente sofisticada, proporcionada por novas tecnologias.

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Indo ao encontro das necessidades crescentes de adornar a indumentária todos os sectores da sociedade usavam jóias de imitação. Já em meados de Seiscentos eram referidas manufacturas de pérolas artificiais em Veneza e em Paris, onde também existiam lapidadores de pedras falsas. Posteriormente, inventou-se uma pasta obtida pela junção do vidro ao óxido de chumbo, suficientemente dura e resistente para poder ser facetada e polida da mesma forma que as pedras naturais. 

Estas novas pedras, contrafações de diamantes, eram chamadas strass, de acordo com o nome do seu inventor Georges Fréderic Strass, recebido como Maître Orfèvre et Joailler Privilegié du Roy em 1734. Em 1767 existia em Paris uma corporação de joaillers- faussetiers, lapidadores de pedras falsas, que reunia para cima de trezentos artífices, encontrando-se à venda substitutos de toda a variedade de pedras preciosas

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A qualidade técnica destas jóias não era de forma nenhuma inferior, em parte devido ao baixo custo da mão-de-obra na época. Com efeito, estas imitações tinham uma aparência altamente decorativa e atraente, podendo muito mais facilmente que as pedras genuínas ser trabalhadas para corresponder a um desenho previamente concebido. Eram, por conseguinte, naturalmente executadas. 

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